A emigração portuguesa para o Brasil nos séculos XVI e XVII foi composta praticamente somente por homens.

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Visando coibir a miscigenação, em decreto real de 1726, o rei exigia que todos os candidatos a cargos nas câmaras municipais de Minas Gerais deveriam ser brancos e maridos ou viúvos de mulheres brancas.

Medidas restritivas como esta, porém, não conseguiriam restringir a tendência natural à miscigenação na colônia.

A posição dos brancos como setor dominante da sociedade colonial era fortalecido por decretos reais e leis locais.

A Coroa, os vice-reis, os governadores, as câmaras municipais e os colonos brancos compartilhavam da ideia de que os portugueses eram os detentores da cultura, da ordem moral, da cristandade e da autoridade constituída.

Mulheres brancas em idade de se casar eram raras em todo o império marítimo português.

As poucas famílias portuguesas que imigraram para o Brasil tendiam a ficar no litoral, nos portos marítimos, raramente penetrando o interior.Na relação com a justiça, havia um conjunto de leis e punições voltadas para os brancos e outras para os não brancos.Na São Paulo do século XVIII, os acusados brancos por contrabando de ouro eram penalizados com o banimento para Angola e multa de 2.000 cruzados, enquanto negros, mulatos e índios, além do banimento, recebiam quatrocentas chicotadas.As principais ascendências dos brasileiros brancos são de portugueses, italianos, espanhóis, alemães, incluindo austríacos, grupos eslavos e árabes, como libaneses.O Brasil recebeu mais imigrantes europeus na sua época colonial do que os Estados Unidos da América.Assim, a população "branca" do Brasil colonial não se formou pela multiplicação de famílias europeias na colônia, como ocorreu, por exemplo, nos Estados Unidos, mas pela miscigenação entre pais europeus e mães africanas ou indígenas, dando origem a uma população "branca por definição", quase toda mestiçada, em maior ou em menor grau.